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Lula foi reeleito: o que médicos e clínicas precisam preparar para um cenário econômico mais desafiador

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Lula foi reeleito: o que médicos e clínicas precisam preparar para um cenário econômico mais desafiador

Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito presidente neste domingo, 25 de outubro, com 51,74% dos votos válidos. O novo mandato começa em janeiro de 2027 e mantém no governo o grupo responsável pela atual política econômica e pela regulamentação da Reforma Tributária.

Para médicos, clínicas e empresas da saúde, o momento exige atenção. Não porque o resultado da eleição determine sozinho o sucesso de uma empresa, mas porque 2027 reunirá mudanças tributárias, juros elevados, crescimento econômico moderado e pressão sobre custos.

O cenário exige cautela

O Relatório Focus divulgado pelo Banco Central em 19 de outubro projetava inflação de 4,32% para 2027, acima da meta central de 3%. A estimativa de crescimento do PIB foi reduzida para 1,32%, enquanto a Selic permanecia em 13,75% ao ano.

Esses indicadores podem se alterar, especialmente após a eleição. Mas já apontam um ambiente em que crédito, financiamentos e capital de giro continuam caros, enquanto a inflação pressiona salários, materiais, medicamentos, aluguel, tecnologia e manutenção de equipamentos.

Para a clínica, isso significa que manter o mesmo faturamento pode representar uma margem menor.

A Reforma Tributária continuará

A reeleição também reduz a expectativa de uma mudança de direção na implantação da Reforma Tributária.

A cobrança integral da CBS começa em 2027, acompanhada pelo período de teste do IBS. A transição continuará nos anos seguintes, com redução gradual do ICMS e do ISS entre 2029 e 2032. Segundo o Ministério da Fazenda, esses prazos são constitucionais e não podem ser alterados por decisão isolada dos órgãos responsáveis pela administração tributária.

Portanto, clínicas não devem trabalhar com a expectativa de cancelamento da Reforma. A prioridade agora é compreender seus efeitos sobre tributação, documentos fiscais, preços, contratos, créditos e fluxo de caixa.

Onde estão os principais riscos?

Em 2027, a gestão precisará acompanhar especialmente:

  • aumento dos custos operacionais;
  • reajustes da folha de pagamento;
  • dificuldade de repassar custos aos pacientes e convênios;
  • adaptação dos sistemas de emissão fiscal;
  • impacto da CBS nos preços e nas margens;
  • necessidade de capital de giro;
  • custo de empréstimos e financiamentos;
  • alterações nas regras tributárias ainda em regulamentação.

O risco não está somente em pagar mais impostos. Também está em manter preços desatualizados, assumir novas despesas sem projeção e descobrir tarde demais que determinados serviços deixaram de ser rentáveis.

O que a clínica deve fazer agora?

O planejamento para 2027 precisa trabalhar com pelo menos três cenários: conservador, provável e otimista.

Em cada um deles, a clínica deve projetar faturamento, custos, tributos, folha, investimentos e necessidade de caixa. Também é fundamental revisar preços, contratos, dívidas e margem por serviço.

Uma reserva financeira se torna ainda mais importante quando existem incertezas sobre inflação, juros e ritmo da atividade econômica.

Gestão especializada deixa de ser diferencial

Independentemente da preferência política, o próximo ano não permitirá decisões baseadas apenas no saldo bancário ou na impressão de que a agenda está cheia.

A COMED acompanha as mudanças tributárias e os indicadores financeiros que afetam médicos e empresas da saúde. Com contabilidade especializada, gestão financeira e análise de cenários, a clínica consegue antecipar riscos e tomar decisões antes que o ambiente econômico comprometa sua margem.