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Senado aprova piso médico de R$ 13.662: o que muda para clínicas e médicos?

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Senado aprova piso médico de R$ 13.662: o que muda para clínicas e médicos?

O Senado Federal aprovou, no dia 10 de junho de 2026, o PL 1.365/2022, que propõe elevar o piso salarial nacional de médicos e cirurgiões-dentistas para R$ 13.662 em jornada de 20 horas semanais.

Hoje, o piso está em R$ 3.636, valor congelado desde 2022. A proposta também prevê reajuste anual pelo IPCA e adicional de 50% para hora extra e trabalho noturno.

Mas atenção: o projeto ainda não está em vigor. Após a aprovação no Senado, o texto segue para análise da Câmara dos Deputados.

Mesmo assim, clínicas, hospitais, cooperativas e médicos sócios precisam começar a olhar para esse assunto agora.

Por que essa proposta importa para médicos?

Para médicos empregados, a mudança pode representar uma valorização importante da remuneração base.

Se aprovado como está, o novo piso elevaria o salário mínimo da categoria para quase quatro vezes o valor atual, considerando a jornada de 20 horas semanais.

Isso impacta especialmente profissionais contratados por hospitais, clínicas, cooperativas, instituições privadas e serviços públicos.

Mas o tema não interessa apenas aos médicos empregados. Médicos que são sócios, gestores ou donos de clínicas também precisam acompanhar a proposta de perto, porque qualquer mudança no piso pode afetar diretamente o custo de contratação e a estrutura financeira da empresa.

O impacto nas clínicas médicas

Para clínicas que têm médicos contratados, o novo piso pode gerar aumento relevante na folha de pagamento. E folha de pagamento não envolve apenas salário.

Também entram na conta encargos, benefícios, adicionais, horas extras, provisões trabalhistas e impactos no fluxo de caixa.

Uma clínica que já trabalha com margem apertada pode sentir esse aumento com força, principalmente se a receita não crescer na mesma proporção.

Por isso, o ponto central não é apenas perguntar: “quanto vai custar?” A pergunta correta é: “minha clínica está financeiramente preparada para absorver esse impacto?”

Sócios-diretores também precisam revisar a remuneração

Outro ponto importante envolve médicos sócios ou diretores de clínicas.

Mesmo quando não há vínculo empregatício tradicional, é fundamental revisar a estrutura de remuneração: pró-labore, distribuição de lucros, contratos societários e responsabilidades de gestão.

Muitos médicos usam o CNPJ da clínica sem uma separação clara entre remuneração pelo trabalho, retirada de lucros e reserva financeira da empresa.

Esse modelo pode funcionar por um tempo, mas se torna arriscado quando há mudanças trabalhistas, tributárias ou aumento de custos operacionais.

Com um possível novo piso médico, a clínica precisa saber exatamente quanto custa o trabalho médico dentro da operação.

O que sua clínica deve fazer agora?

Mesmo antes da votação na Câmara, algumas medidas já podem ser tomadas:

  1. Simular o impacto na folha de pagamento
  2. Calcule quanto a clínica pagaria caso o novo piso seja aprovado.
  3. Revisar contratos médicos
  4. Verifique se os modelos atuais estão claros, atualizados e juridicamente seguros.
  5. Analisar margem por atendimento e procedimento
  6. Se o custo médico aumentar, será necessário entender quais serviços continuam rentáveis.
  7. Reorganizar pró-labore e distribuição de lucros
  8. Sócios precisam separar remuneração pelo trabalho e retorno do negócio.
  9. Fortalecer o controle financeiro
  10. Sem fluxo de caixa, DRE e previsão de custos, qualquer mudança vira surpresa.

A aprovação do piso médico de R$ 13.662 no Senado ainda não significa mudança imediata na folha de pagamento. O projeto segue para a Câmara dos Deputados e pode sofrer alterações.

Mas clínicas bem administradas não esperam a lei entrar em vigor para começar a se preparar. Se aprovado, o novo piso pode valorizar a remuneração médica, mas também exigirá mais planejamento financeiro das clínicas. Quem não sabe sua margem, seu custo por atendimento e sua capacidade de caixa pode ser pego de surpresa.

A Comed ajuda médicos, clínicas e consultórios a organizarem sua gestão financeira, revisarem estruturas de remuneração e se prepararem para mudanças trabalhistas e tributárias com segurança.

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