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Sua clínica está faturando corretamente os convênios? Nova ferramenta da ANS ajuda a reduzir erros e glosas

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Sua clínica está faturando corretamente os convênios? Nova ferramenta da ANS ajuda a reduzir erros e glosas

Uma guia preenchida incorretamente pode parecer um problema pequeno. Mas quando o erro se repete em dezenas ou centenas de atendimentos, ele pode representar uma perda relevante de receita para a clínica.

É por isso que o faturamento de convênios precisa ser tratado como um processo financeiro, e não apenas administrativo.

Em julho de 2026, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) disponibilizou uma nova plataforma oficial para consulta dos códigos da Terminologia Unificada da Saúde Suplementar (TUSS). A ferramenta permite pesquisar procedimentos, exames, medicamentos, materiais e outros itens utilizados na saúde suplementar.

O que é a TUSS?

A TUSS funciona como um padrão para identificar os procedimentos e demais itens registrados nas operações entre clínicas, profissionais e operadoras.

Ela integra o padrão TISS, utilizado na troca eletrônica de informações da saúde suplementar. A versão vigente do TISS também estabelece componentes relacionados ao conteúdo, segurança, comunicação e representação dos procedimentos.

Na prática, o código correto ajuda a comunicar à operadora o que foi realizado, de que maneira e em qual classificação.

Onde o erro vira dinheiro perdido?

Imagine uma clínica que realiza determinado procedimento regularmente, mas utiliza uma descrição ou código inadequado no faturamento.

O problema pode gerar:

  • glosa;
  • necessidade de correção;
  • atraso no recebimento;
  • retrabalho da equipe;
  • divergência entre autorização e cobrança;
  • dificuldade para identificar a origem da perda.

E existe um agravante: muitas clínicas acompanham o valor faturado, mas não acompanham quanto desse valor foi efetivamente recebido.

A nova ferramenta da ANS facilita a conferência

A plataforma lançada pela ANS permite consultar as tabelas TUSS e baixar os dados em formatos como Excel, CSV e JSON. Também existe uma API para integração automática com sistemas. A Tabela 22, por exemplo, reúne mais de 5.900 procedimentos.

Isso abre espaço para uma melhoria simples: conferir os códigos utilizados no sistema da clínica diretamente com a fonte oficial.

Se o sistema estiver desatualizado, a clínica pode continuar trabalhando com informações antigas sem perceber.

Glosa precisa virar indicador

Não basta contestar cada glosa individualmente. A gestão precisa descobrir por que elas acontecem.

Uma clínica pode acompanhar mensalmente:

Índice de glosa = valor glosado ÷ valor faturado × 100

Depois, vale separar as causas: código incorreto, ausência de autorização, documentação, divergência de quantidade, prazo ou outras justificativas.

A ANS mantém inclusive um Painel de Indicadores de Glosa, que demonstra a importância desse indicador na relação entre prestadores e operadoras.

Faturar mais não significa receber mais

Uma clínica pode aumentar o número de atendimentos e, mesmo assim, ter pouco crescimento no caixa se parte do faturamento for glosada ou recebida com atraso.

Por isso, o acompanhamento deveria seguir o caminho completo:

atendimento → faturamento → glosa → recurso → recebimento.

A própria ANS estabelece que contratos devem prever regras de faturamento, pagamento, auditoria, glosas e contestação.

Transforme o faturamento em uma área de gestão

O faturamento dos convênios não deveria terminar no envio da guia. É preciso acompanhar quanto foi faturado, quanto foi recebido, quanto foi glosado e por quê.

A COMED ajuda clínicas a organizar seus processos financeiros e acompanhar indicadores que mostram onde a receita está sendo perdida. Afinal, melhorar o resultado da clínica nem sempre significa atender mais. Muitas vezes, significa receber corretamente por tudo aquilo que já foi produzido.